Um novo levantamento da ABC Dados em parceria com a Amangolin traça um retrato do humor político do país às vésperas do período eleitoral. A pesquisa ouviu 5.019 pessoas em todo o Brasil entre 24 de julho e 06 de agosto de 2026, e o resultado é o de uma população dividida, tanto na avaliação do governo quanto na própria satisfação com a vida.
Vida pessoal e avaliação do governo. 43% dos entrevistados se dizem muito satisfeitos ou satisfeitos com a vida hoje, contra 56% pouco satisfeitos ou insatisfeitos, com mulheres puxando a satisfação para cima e homens concentrando mais insatisfação. A avaliação do governo Lula segue padrão parecido: 35% ótimo ou bom, 23% regular e 41% ruim ou péssimo. A aprovação é quase o dobro entre mulheres (48%) em relação aos homens (21%), cai de 43% no ensino médio para 19% no ensino superior, e é mais forte no Nordeste e no Norte (45% cada) do que no Centro-Oeste (28%).
Instituições. O desgaste institucional é ainda mais acentuado no Congresso Nacional, avaliado como ruim ou péssimo por 79% dos entrevistados, a pior nota entre as três instituições testadas, com apenas 3% de aprovação. O Governo Federal aparece em posição intermediária (36% ótimo/bom) e o STF ligeiramente melhor avaliado (39%), ainda que a reprovação também supere 45% em ambos os casos.
Programas do governo. Em contraste com a avaliação geral, os programas específicos do Executivo são bem mais bem avaliados. Destacam-se o CNH do Brasil (73% ótimo/bom), a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil (70%), o Agora Tem Especialistas (62%) e o Programa Acredita (60%). Mesmo o mais recente, o fim da escala 6×1, já soma 58% de avaliação positiva.
Principais problemas do país. Carga tributária (16%) lidera a lista de problemas, seguida por corrupção (14%), insegurança/violência (12%) e custo de vida (12%).
Soberania nacional. Diante do tema das tarifas impostas por Trump, metade dos entrevistados (50%) considera que Lula é quem de fato defende a soberania nacional, contra 27% para Flávio Bolsonaro e 21% que não veem nenhum dos dois nessa posição.
Caso Banco Master. O escândalo divide opiniões de forma polarizada: 41% concordam totalmente que as ações do governo Bolsonaro, em conjunto com o ex-presidente do Banco Central Campos Neto, permitiram a fraude, o mesmo percentual atribui responsabilidade ao bolsonarismo e ao Centrão. A tese de que o PT foi quem mais se beneficiou do escândalo também divide o público (33% concordam totalmente, 26% discordam totalmente).
O levantamento completo, com todos os cruzamentos por perfil socioeconômico e regional, está anexado a esta publicação.
A pesquisa entrevistou 5019 brasileiros e brasileiras de todos os estados entre os dias 24 de julho e 06 de agosto de 2026. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais e a margem de segurança é de 95%
